O Hospital Santa Casa de Vitória vem progressivamente trazendo a qualidade e segurança na assistência como temas centrais no seu aprendizado e planejamento e ação do dia a dia.

O Escritório de qualidade e processos (EQP), e, o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) fazem parte da estrutura montada pela Provedoria e Direção para auxiliar nesta construção de uma assistência confiável, eficiente  e segura.

 O EQP sedimenta os conhecimentos e experiências geradas por seus funcionarios e corpo clinico através de normas, instruções e protocolos, disponibilizando-os para a comunidade hospitalar. Ainda realiza um trabalho de avaliação de conformidades com estes processos através de auditorias, mapeamentos e análise de registros, além de apoiar o hospital em projetos e licenças.

 O NSP foca na construção de um sistema seguro através da contribuição do corpo clinico e gestores identificando pontos a serem melhorados através da notificações e avaliações de eventos não desejados.

Atualmente a Santa Casa está  envolvida em dois projetos em segurança do paciente: O Projeto Paciente Seguro, do MS em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, que trabalha as metas de segurança da Organização Mundial de Saúde; e, em um Projeto para incorporação do Modelo de Melhoria, nos moldes do IHI (Institute for Healthcare Improvement).  Vem inserindo novos modos de trabalhar e ferramentas que nos auxiliam a caminhar mais velozmente nas mudanças necessárias a todos os hospitais dentro do contexto de segurança e sustentabilidade.

Atualmente, somos o único hospital do estado do Espírito Santo a participar da Rede Sentinela da ANVISA  contribuindo como  observatório ativo do desempenho e segurança de produtos de saúde regularmente usados.


PACIENTE SEGURO

  • Conheça nossa Política de Segurança do Paciente

    Através desta política,  a Santa Casa de Vitória, através da sua Provedoria e Diretoria  explicitam  para o corpo clínico, professores, alunos, funcionários, pacientes e familiares como gostariam que a assistência à saúde ocorresse aqui no hospital.

    A Santa Casa tem como desejo ser reconhecida como uma Instituição que promove amor ao próximo, com gestão sustentável, resultados clínicos efetivos e com geração de conhecimento a todos que participam deste processo.

    Para fazer a diferença na vida das pessoas através da educação e do cuidado a saúde, desejamos que todos valorizem e pratiquem o respeito às pessoas, a solidariedade, a competência e a sustentabilidade.

    Através destes valores, transformados em ações diárias, esperamos que todos que aqui atuam coloquem a segurança do paciente como tópico essencial do seu cuidado e aprendizado. E, que junto com a construção da qualidade na assistência, o façam sem desperdícios, conscientes do desejo do paciente e do contexto no qual ele é tratado.

    Ainda, esta Instituição estimula a todos que valorizem suas equipes e as desenvolvam  participando na construção de projetos que facilitem o trabalho diário e que minimizem a chance de cometermos erros.  Esperamos que todos promovam uma cultura de segurança e estimulem o aprendizado com os erros.

    Sendo assim, é importante que todos saibam:

    1. O que é segurança? 

    “ A prevenção consciente e diária da probabilidade de ocorrência de  danos evitáveis  aos pacientes durante seu tratamento”.

    A enfase é dada a construir um sistema que:  1. Previne erros;  2. Aprende com os erros que ocorrem;  3. Constrói este sistema de cuidados baseado em uma cultura de segurança que envolve os profissionais, pacientes e a organização.  2. 

     2. Como  fazer?

    Um hospital com uma  Cultura de Segurança do Paciente implementada, possui estas características fundamentais: 

    • Todos compreendem que a operação de um hospital é uma atividade de alto risco para os pacientes; 
    • Um ambiente não punitivo é cultivado pela liderança que estimula o aprendizado com o erro; 
    • Há cooperação interdisciplinar e multiprofissional sem constrangimentos;  
    • E, existe um comprometimento da organização em garantir recursos suficientes para os problemas com a segurança do paciente, e, a liderança participa ativamente do programa de segurança.  

    Todos, diretores, corpo clínico, alunos, funcionários e pacientes assumem este compromisso juntos para  construírem um ambiente mais seguro, e, para cumprirem as metas de segurança eleitas pelo hospital. 

METAS DE SEGURANÇA 

Segurança do paciente – uma questão mundial  

Pensando em reduzir riscos de erros e eventos preveníveis, conhecidos também como eventos adversos, a Organização mundial de saúde (OMS) e instituições prestadoras de serviço de saúde, estabeleceram metas a se alcançar em relação de segurança do paciente. 

As seguintes Metas foram eleitas pela Santa Casa e estão sendo trabalhadas: 

  • 1. Identificar os pacientes corretamente.

    Os identificadores do paciente usados para a checagem devem ser: NOME COMPLETO e DATA DE NASCIMENTO. Estas informações são facilmente encontradas na pulseira de identificação do paciente que deve ser afixada na admissão ao hospital e na impressão dos documentos do prontuário.
    Sempre confirme a identificação do paciente antes de realizar exames, procedimentos e tratamentos. Fique atento! Conferir dois ou mais dados do paciente ajuda a evitar erros. O paciente deve estar com a pulseira de identificação ou etiqueta ( se for externo) para facilitar sua identificação.
    Falhas no processo de identificação dos pacientes podem causar erros graves como a administração de medicamentos, coleta de exames e cirurgias, em pacientes “errados”. Os profissionais devem checar pelo menos duas identificações, antes da administração de medicamentos, sangue e hemoderivados, coleta de amostras de sangue e outras amostras para testes clínicos e quando da realização de tratamentos ou procedimentos.

  • 2. Assegurar cirurgias e procedimentos corretos, no paciente certo e local certo.

    Assegure que a cirurgia seja feita em local de intervenção, procedimento e paciente corretos. Antes do início de qualquer procedimento invasivo, verifique a identificação correta do paciente, a marcação do local cirúrgico, quando for indicada, e a adequação dos equipamentos e recursos necessários. Confirme o procedimento a ser realizado e a obtenção do consentimento informado. Envolva o paciente em todo o processo. Fique atento! Aplique o checklist cirúrgico, as avaliações pré-anestésicas , e, as documente adequadamente  no prontuário.

  • 3. Higienizar as mãos nos momentos certos e adequadamente para evitar infecções.

    Com esse simples cuidado, é possível prevenir e controlar as infecções nos pacientes. Todos devem higienizar as mãos utilizando a técnica correta e nos momentos indicados – antes e após contato com o paciente e seus pertences, antes de  realizar procedimentos e após risco de exposição a fluidos corporais. São cinco os momentos para a higienização das mãos: antes do contato com o paciente, anes da realização de procedimento asséptico, após o risco de exposição aos fluidos corporais, após contato com paciente e após contato com áreas próximas ao paciente.

  • 4. Prevenir o risco de lesão resultante de quedas ao paciente.

    Avalie periodicamente os pacientes em relação ao risco de queda, as instalações físicas e os fatores que predispõem à queda. Lembre-se de que pacientes idosos e sob o efeito de medicamentos precisam de cuidados redobrados. Identifi que o paciente que tenha maior risco de queda e utilize medidas preventivas. Os profissionais envolvidos devem orientar o paciente e  familiares ou acompanhantes sobre quais cuidados tomar.

  • 5.Melhorar a comunicação entre profissionais de Saúde e com o paciente e familiares.

    Erros de comunicação entre os profissionais da assistência podem causar danos aos pacientes.  Ao se comunicar resultados críticos de exames, passar informações importantes no plantão ou intercorrências, devemos nos certificar de que a informação foi compreendida e registrar corretamente no prontuário anotando os envolvidos na comunicação. 

    Ao receber uma informação ou orientação sobre a situação de um paciente, você deve confirmar o entendimento da mensagem, repetindo aquilo que compreendeu. O uso de ferramentas de comunicação como o SBAR é altamente recomendado pela instituição e vem sendo implementado. 

  • 6. Aumentar a segurança no uso de medicações.

    Erros com medicamentos são frequentes  mundialmente, resultando em potencial risco aos pacientes. Melhorar a segurança dos medicamentos de alta vigilância é uma prioridade no hospital. É muito perigoso aplicar sem diluir soluções de eletrólitos em alta concentração diretamente por via endovenosa. Tome cuidado na hora de manipular ou armazenar medicamentos de alta vigilância. Guarde-os em locais de acesso restrito. A identificação dos medicamentos de alta vigilância com rótulos específicos destacados por símbolos irá auxiliá-lo a atentar para o risco. Antes do preparo e da administração, faça a conferência do medicamento para prevenir erros e aplique os 5 certos da medicação.

  • 7. Aumentando a segurança no transporte do paciente.

    As transições de cuidado são etapas de risco para a ocorrência de erros durante a assistência do paciente. São chamadas de transições as transferências para outros setores, a mudança de plantão, ou de time de cuidado, a ida de um paciente para realizar um exame, a alta, etc. Elas precisam ser planejadas e ter a certeza que todas as informações oportunas foram transmitidas sem dúvidas. A Santa Casa está implementando um protocolo de transporte seguro. Consulte-o.

  • 8. Prevenindo Lesões por Pressão (LPP).

    A úlcera por pressão, além de prolongar a permanência dos pacientes nos hospitais, aumenta o risco de infecções, o custo do serviço de saúde e pode ainda ser causa de reinternações após alta hospitalar. As LPP também são  foco de atenção na Santa Casa. Medidas de prevenção devem ser conhecidas por todos. A avaliação do risco do paciente, medidas de prevenção e o envolvimento do paciente e familiares são medidas importantes que devem ser  implementadas. Informe-se.

  • 9. Fortalecendo o diagnóstico institucional através das notificações de risco

    Uma organização que aprende com os erros se torna mais forte, e tem menor risco de repetir os mesmos erros.

    Assim, ter um sistema que diagnostique as vulnerabilidades nos seus processos é muito importante!

    Todos são os olhos da instituição. Um olhar atento e crítico no que pode ser melhorado é o que a notificação voluntária significa.

    Quando conhecemos nossas fragilidades conseguimos criar soluções, e, assim criar um sistema que beneficie a todos reduzindo o risco de causarmos danos aos pacientes, aos profissionais e à Instituição.