O Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória encerrou com importantes resultados, após três anos de muito estudo e adequações, o projeto Saúde em Nossas Mãos. Em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde, conseguimos reduzir significativamente os índices de infecções dentro de nossa UTI.

Participaram do projeto 120 hospitais públicos e filantrópicos de todo o país. Iniciado em 2018, o programa teve por objetivo reduzir em 50%, até o final de 2020, as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAs): infecções de corrente sanguínea (IPCSL), pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) e infecção do trato urinário por dispositivo (ITU). O prazo estabelecido para chegar às metas de redução era de 30% após 1 ano e meio de projeto, e 50% após o fim do triênio.

Nossos resultados

Redução de PAV – 100%
Redução de ITU – 88,3%
Redução de IPCSL – 64,4%

Os dados representam um importante avanço na segurança do paciente, uma vez que, graças às adequações realizadas, diversas infecções foram evitadas durante a internação. E o resultado também significa uma importante economia. O projeto também realizou um estudo que apontou o custo médio para o SUS de cada infecção.

Cada caso de PAV, por exemplo, geraria uma despesa de R$ 51.702,41 por paciente. No caso de IPCSL, são R$ 43.677,11 gastos a cada infecção. E em casos de ITU, R$ 38.441,54. Com isso, levando-se em conta o número de infecções evitadas dentro da Santa Casa de Vitória, o projeto gerou um impacto positivo de mais de R$ 3 milhões, que deixaram de ser gastos entre janeiro de 2018 e setembro de 2020.

Ganha o paciente, que recebe um atendimento cada vez mais alinhado às práticas de excelência na assistência hospitalar, e ganha também a instituição, que evita um gasto de valor considerável, que pode ser aplicado em outras melhorias para o usuário do SUS.

Equipe

A coordenadora da linha de cuidado de Urgência e Emergência da Santa Casa de Vitória, Jackelliny Paulo, ressaltou a importância do trabalho em equipe para o alcance das metas. “O diferencial foi adotar mudanças sugeridas pela própria equipe. Eles abraçaram o projeto e nos davam retorno constante de como seria a melhor forma de aplicar as alterações necessárias. Isso evitou mudanças traumáticas, uma vez que progredimos com nossas metas dentro do que era proposto pela equipe”.

Jackelliny explica que, quando o projeto foi iniciado, com metodologia do IHI e apoio do Hospital Moinhos de Vento, era esperado que ao final de três anos a Santa Casa alcançasse melhorias em suas UTI’s. “A chance de bons resultados era esperada. O que não imaginávamos é iríamos além do previsto”, comemora.

O diretor técnico da Santa Casa de Vitória, Dr. Paulo Afonso Castelo, lembra que o projeto tinha metas ambiciosas e que, quando o hospital recebeu a proposta do Ministério da Saúde, houve interesse imediato em participar, mesmo com todas as dificuldades e limitações de recursos, por sermos um hospital filantrópico.

“As equipes se aperfeiçoaram no uso das metodologias, incrementamos boas práticas que já adotávamos. E isso foi excelente tanto no aspecto assistencial, com os pacientes beneficiados por esses índices, como para a instituição. A equipe percebeu que tem uma capacidade enorme de estabelecer metas concretas e alcançá-las com o esforço de cada um. A Santa Casa está muito feliz com esses resultados”, afirma. 

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